sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Devocional - 5 de dezembro

Uma história de origem judaica conta que dois irmãos, um solteiro e um casado, compraram uma terra e se tornaram sócios na produção agrícola. Combinaram que dividiriam a colheita meio a meio. Porém, um dia, o irmão solteiro pensou: “Não é justo que meu irmão e eu dividamos igualmente os frutos, porque sua família é numerosa. Todas as noites levarei escondido um saco de grãos do meu celeiro para o dele”. O curioso foi que o irmão casado pensou algo parecido: “Não é justo que meu irmão solteiro receba a mesma quantia de grãos que eu, pois um dia meus filhos me sustentarão, ao passo que ele não terá ninguém que o ajude. Vou levar parte dos meus grãos em segredo para o celeiro dele”. Com o passar do tempo, ambos ficaram admirados ao notar que, apesar das suas doações diárias secretas, seus estoques não diminuíam. Mas, certa noite, o mistério acabou, pois os dois se encontraram carregando os grãos para o celeiro um do outro. Ao entenderem o que estava ocorrendo, deixaram os sacos de mantimento cair ao chão e se abraçaram emocionada e demoradamente. Perceberam quão felizes eram por viver em uma união fraternal tão profunda. É uma pena que uma lição tão encarecida no passado tenha sido relegada a segundo plano na atualidade. Nossos dias testemunham frieza dentro das igrejas, contatos superficiais, falta de envolvimento, indiferença com as necessidades dos irmãos... A conseqüência disso tudo — obviamente não anunciada, nem computada pelos proponentes desse sistema moderno e corrompido de ajuntamento — é o enfraquecimento tanto das igrejas, como dos crentes individualmente. Mas não é isso que a Bíblia nos ensina. Ela conclama a nos reunirmos regularmente (Hb 10.25), nos envolvermos uns com os outros (1Ts 5.11), nos alegrarmos na comunhão (Rm 15.32; 2Tm 1.4), praticarmos o amor verdadeiro (Ef 4.2; 1Ts 4.9), juntos, batalharmos pela edificação do corpo de Cristo (1Co 12.7; 1Pe 4.10) e pela expansão da mensagem do evangelho entre os perdidos (1Pe 2.9). Que saibamos valorizar a vida de união que temos uns com os outros por meio do sangue do Cordeiro e da habitação do Espírito Santo, de modo que nossos celeiros nunca se esvaziem do amor fraternal que começa aqui e que continuará no céu por toda a eternidade! Pr. Thomas Tronco

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