segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Devocional - 13 de outubro

A diferença é que o sacrifício "na Graça" não é causa da Graça e sim, consequência dela. É por ter sido salvo, que "sacrifico" (não no sentido neopentecostal, de sacrifício físico ou financeiro). E o maior sacrifício é reconhecer que não tenho méritos, que tenho que ter fé para descansar em Cristo. A natureza humana luta contra isso. O homem quer participar, quer ter créditos com Deus, quer dar uma forcinha, quer garantir com seu esforço... E não. A questão é aquela que Paulo sempre ensinou: Está feito! Pronto! Acabou! Está consumado. Agora o que devemos fazer: é vivermos como alguém que foi alcançado pela Graça, salvo, perdoado... É por gratidão, por amor e por adoração que servimos. Não é por obrigação ou para conquistar algo. É o ensino principal da parábola do filho pródigo. O Pai (Deus) ama tanto o filho que cumpre as regrinhas quanto o filho rebelde. Perdoa ambos (embora não se alegre com a rebeldia e nem a aprove). Mas Ele em momento algum deixa de amar ou de perdoar o filho rebelde. Quando Ele volta, antes de qualquer coisa, o Pai o abraça e o filho toma posse do perdão que sempre teve, mas que não sabia. Tolo era o outro filho, que achava que estava em alguma vantagem por cumprir uma listinha de obrigações. Não sabia ele que o que o fazia filho não era sua suposta obediência e sim, o amor do Pai. E uma vez que o filho rebelde foi reconciliado (sem merecer), será que ele, constrangido diante desse amor do Pai, teria coragem de ir novamente contra a vontade do Pai? Duvido. Essa é a ideia. Não temos que obedecer para merecer ou para receber. Nós não merecemos e recebemos, agora, como gratidão, constrangimento em amor e em adoração, devemos viver o mais próximos que podemos da vontade de Deus.

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