segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Devocional - 8 de setembro

Jesus foi o homem mais santo que já viveu; apesar disso, ele era totalmente desprovido de religiosidade. O que é “religiosidade”? É uma postura que salienta a forma ritual como padrão de justiça, acima da posição de um coração puro. Os fariseus são um exemplo de religiosidade. Na verdade até o nome fariseu significa “o separado”. Quanto a determinados aspectos da lei, os fariseus guardavam o sábado, dizimavam até mesmo de seu jardim de ervas e atavam filactérios (pequenas caixas com versículos das Escrituras) à sua testa e pulsos estritamente de acordo com o mandamento mosaico (Dt 6:8). Eles acreditavam na ressurreição, em anjos e espíritos (At 2:8), e recusavam a companhia de pessoas que aparentassem ser más ou imorais. Apesar disso, os fariseus negligenciavam os aspectos mais importantes da lei: a justiça, a misericórdia e a fé (Mt 23:23). Prestem atenção: na noite em que crucificaram Cristo, eles se recusaram a entrar no pretório romano “para evitar contaminação” (Jo 18:28). Preservaram os detalhes da lei ao mesmo tempo em que crucificaram quem lhes havia dado a lei!
Esta era a sua religiosidade: firmavam-se em suas doutrinas em vez de se firmarem em Deus, amavam mais as orações audíveis dos homens que a aprovação do Todo Poderoso. Julgavam que conhecer as escrituras era mais importante que vivê-las. Resumindo, eles agiam como agem muitos cristãos hoje em dia: mais preocupados com a religião do que realmente seguir a Jesus.
Portanto, antes de julgarmos severamente os fariseus ou os religiosos, vamos nos avaliar: como nos comparamos em termos de justiça, misericórdia e fidelidade? Quão misericordiosos somos ao nos preocuparmos com os necessitados e ao nos dedicarmos a ver o pecador transformado? De fato, Jesus nos advertiu de que se a nossa retidão não excedesse a dos fariseus não poderíamos entrar no reino dos céus (Mt 5:20).
Jesus não quer que nos tornemos tão religioso, a ponto de nos distanciarmos de Deus. A virtude e o poder de Cristo vieram do Espírito Santo, e não de um espírito religioso.
Jesus disse que “uma arvore é conhecida pelo seu fruto” (Mt 12:33). Se você quer saber se as suas doutrinas são boas, examine os frutos que elas produzem em sua vida. Enquanto a religião continua a fragmentar-se em divisões e disputas, a santidade, quer dizer, a natureza básica de Deus, produz frutificação, cura e unidade. Como precisamos da verdadeira santidade! Vivemos nos dias de hoje, em um mundo onde há divisão entre as igrejas e entre os fiéis. Se o Espírito Santo estivesse realmente no governo, haveria arrependimento, cura, restauração e amor. Haveria milagres verdadeiros e permanentes.
A separação que vemos no cristianismo hoje em dia é diabólica. É um pecado que é necessário haver arrependimento antes da volta de Jesus. É religiosidade. Deveria haver somente uma igreja em cada comunidade: uma igreja com muitas faces, que, embora se reúnam em diferentes prédios, são unidas entre si em Espírito e amor. O apóstolo Paulo diz em 1 Co 1:10 : “Rogo-vos, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que faleis todos a mesma coisa e que não haja entre vós divisões; antes sejais inteiramente unidos, na mesma disposição mental e no mesmo parecer”. Não vemos isto hoje em dia entre as igrejas e entre os irmãos. O que vemos são várias igrejas, englobando vários grupos isolados e cada um presumindo ser o único correto. Pessoas que se autodenominam “Os separados”, sem nunca perceberem que este era o nome dos fariseus.
Lembre-se disso: a religião é o próprio deus deles. Jesus nunca disse que iríamos ser “a denominação do mundo” ou “uma seita sobre o monte”. Não. Ele disse que seriamos a “luz do mundo [...] uma cidade [comunidade] construída sobre um monte” (Mt 5:14).
Quando você for santo, se preocupará mais com as pessoas do que com a religião; você refletirá a compaixão de nosso Rei.

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